terça-feira, 2 de novembro de 2010

Algures em 1995, e ja então de forma requentada, surgiu a ideia que as pesoas não são numeros. Tal ideia cresceu, ganhou maturidade, e venceu.


Durante 15 anos Portugal viveu toldado pelo ideia de que tudo nos era possivél, desde a compra de casas acima das nossas possibilidades, à aquisição de carros topos de gama, telmóveis, plasmas, ferias nos trópicos, etc. etc..


As poucas vozes que nos foram alertando para os perigos que dai decorriam foram vilipendiadas na praça publica, desacreditadas e quase queimadas nas fogueiras.


Hoje pagamos o preço de 15 anos de desgovernação. De quem é a culpa?


Seria facil demais apontar o dedo a meia duzia de politicos, aos mercados, e a mais um par de botas. Mais dificil será olharmos o nosso reflexo no espelho e perceber que a culpa é nossa. Não foram os politicos que nos toldaram, fomos nós que quisemos que eles nos toldassem com absurdos, fomos nós que, quando alguem nos disse isto vai bater no fundo e precisamos de fazer isto e aquilo, fomos delirantemente eleger aqueles que nos prometiam as irrealidades futuras.


Hoje discutimos quem deve pagar a crise. Pois bem, deixemos de nos comportar como um conjunto de adolescentes que forma jantar fora, beberam e comeram mais do que o dinheiro que os pais lhes deram e agora discutem quem é que mamou mais minis, mais sobremesas ou digestivos.


Uns mais do que outros, mas todos beneficiamos do estado das coisas durante 15 anos, por isso ao invés do protesto, deveriamos todos estar a pensar sobre a forma cumplice como permitimos o que foi acontecendo!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Relembrando

A coisa de um ano escrevi isto que se segue. Não sei porque parece-me que se mantem tudo na mesma.

Após aprofundado estudo durante as duas horas que levei a beber minis ontem no Não te Irrites, acompanhado de dois gayzolas ( aquilo em vez de um aperto de mão masculo é abraços e beijinhos ), descobri que os tugas à seria apenas falam em homossexualidade por 3 motivos:~

1º para dizer que adoravam comer duas lésbicas ao mesmo tempo; ( confesso que ja não tenho esse desejo porque o tabaco e as minis já não permitem, e para fazer má figura fico em casa )

2º para dizer que quantos mais gays, mais gajas sobram para eles comerem; ( concordo com este brilhante raciocinio matemático )

3º para fazerem piadas estupidas onde revelam as suas viris inseguranças;

Ou seja, ninguem realmente quer saber!Posto isto, qual o motivo de tanto alarido na comunicação social?Ou os jornais e televisões estão cheios de gays e lésbicas que querem casar ( tansos ), ou uma coisa que se deveria resolver com a simples alteração a um artigo do Código Civil, esta a ser usada como arma de enchimento de chouriços politicos.

Antes chamavam-lhes panascas, engolidires de cobras vivas, lambedoras de tapetes e afins, hoje para se ser politicamente correcto e ainda assim gozar com os gays, discutem o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Não os mando levar no bujão porque ainda podiam gostar e a comunidade gay ficava a perder.
Variados são os motivos esgrimidos para se ser contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo:

1º Dois gajos a copularem faz-me confusão;

2º Os miudos podem começar a ver essa gente na rua aos beijos;

3º A copula é para procriar logo não podendo procriar e copulando essa gente tem falta de vergonha;

4º Familia como deve ser é a minha um pai uma mãe e dois filhos, não ha cá dessas merdas de divorciados, estereis ou o raio que os parta a todos;

5º A malta pode ver e gostar;

O quinto ponto parece-me aquele que mais vezes é repetido.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Educação politica

Ando danado com o Guilherme de Oliveira Martins. Então não é que o homem, violando as mais elementares regras de boa educação politica, anda a produzir relatórios atras de relatórios que apenas servem para perturbar o Governo que o nomeou para o cargo.

Alguem que chame a Paula Bobone!
Sendo um admirador da figura do Presidente do Governo Regional da Madeira pois só ele me consegue matar as saudades dos tempos em que o Herman fazia bom humor, foi com especial atenção que ouvi o homem debitar mais uma laracha sobre a constituição e os comunistas.

Não sendo grande, nem pequeno, adepto do ideario comuna, quanto mais não seja porque desde pequeno tinha que levar com eles ao almoço ao jantar no Natal na Pascoa etc., não me parece que se deva proibir o P.C. ou qualquer organização que defenda o Marxismo Stalinismo ( parece que o gajo matava que se fartava ), o Mauismo ( acho que este tambem era um bacano ao estilo do primeiro ), ou qualquer outro ismo com foice e martelo.

Mas já agora que tenho que levar com maltinha que tem ar de que não toma banho à 15 meses, cuja barba não conhece a tesoura à 3 meses, que se veste aos 45 como se fossem skaters de 15, porque razão não poderei levar com gajos com ar de quem se banha em alcool puro, que vão para a praia de botas Doc. Martins, e que sofrem de um qualquer problema capilar pois são todos carecas.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Maleficios do alcool

Na passada sezta - feira após uma jantarada bem regada, cheguei a casa liguei a TV sentei-me no sofa, a esposa serviu-me uma cerveja, agasalhou-me os pés, e fiquei a vegetar em frente à TV. Eis se não quando, o alcool começou a produzir efeitos. Primeiro vejo o Demo em pessoa no parlamento, ou era o demo ou o ministro estava a chamar cabrão a alguem.

Pensei de mim para mim, "É pá tens que deixar de beber.".

Por isso meus amigos a partir de hoje este blog será chamado de Sumol de Ananas e Caracois.

Tomei esta medida pois qualquer dia corria o risco de olhar para o jornal logo pela manhã e ler que o PS defende no relatório da comissão de inquérito ao BPN que a actuação do Banco de Portugal está isenta de reparos.
O marido da Bruni ( tenho 128 fotos dela em lingerie guardadas no PC ) quer proibir o uso da burka.

Poderia dizer que não sou la muito favorável à imposição de códigos de conduta, que certamente concordo que a burka representa um simbolo de repressão feminina, que estamos na Europa e aceitando a diferença de quem cá chega tambem não devemos ceder em questões que representam para nós europeus violações claras dos direitos das mulheres, que talvez existam mulheres que de facto queiram usar a burka e essas não devem ser proibidas de o fazer, mas que aquelas que o não queiram devem ter o apoio da Lei e do Estado para não verem os seus direitos esmagados.

Poderia dizer isto e muito mais, mas isso não vem ao caso.

O que é realmente importante é saber porque razão a Playboy portuguesa não fotografa nus frontais. Porque razão em Portugal continuamos a não conseguir despir as nossas burkas do preconceito?